Santuário Matriz do Divino Pai Eterno

  • Igreja
  • 1843
  • Trindade
  • Goiás
  • Tombado
  • Bem cuidado

Descrição

O Santuário Matriz do Divino Pai Eterno tem relação direta com a romaria anual de 2,5 milhões de devotos. A primeira construção é de 1843.

A igreja materializa a ocupação do interior do país, em que pessoas simples, amparadas em sua fé e movidas por um ideal comum, migram, instalam-se em uma porção de terra e sacralizam o que então era um lugar comum. A construção tem relação direta com a romaria de cerca de 2,5 milhões de devotos que acontece anualmente à cidade e, desde sua primeira construção, em 1843, é polo dinamizador dessas expressões culturais, sendo um componente referencial do evento.

As romarias à Trindade tiveram início em 1840 após a descoberta de uma pequena medalha de barro com a imagem da Santíssima Trindade coroando a Virgem Maria. A partir daí, famílias de amigos e vizinhos começaram a se reunir para rezar o terço em louvor ao Divino Pai Eterno.

Por alguns anos, a devoção foi praticada naquele ambiente familiar, entretanto, com o crescimento do número de devotos, foi construída por volta de 1843 uma pequena capela coberta de folhas de buriti, para que o público tivesse acesso permanente à relíquia. Tempos depois, em 1866, com as esmolas dos fiéis, foi possível erguer uma capela maior e encomendar ao escultor Veiga Valle a imagem da Santíssima Trindade. O crescente fluxo de romeiros justificou a construção de uma nova Igreja. Em 1911, um dia após a festa, iniciaram as obras no edifício, que foi reinaugurado no ano seguinte, durante a romaria. É este último templo, também conhecido como Santuário Velho, objeto do processo de tombamento.

Santuário Basílica do Divino Pai Eterno teve uma devoção iniciada por volta de 1840.

A primeira capela foi construída em 1843. Com o fortalecimento da fé, capelas maiores foram edificadas, até que em 1912, foi inaugurado o primeiro Santuário do Divino Pai Eterno, hoje conhecido como Santuário Velho ou Igreja Matriz, sede da Paróquia do Divino Pai Eterno.

No centenário da Romaria, em 1943, o arcebispo de Goiás, na época Dom Emanuel Gomes de Oliveira, lançou a pedra fundamental do atual Santuário.
Em 1955, apesar de todos os esforços, a obra ainda não havia saído dos alicerces.
Em 1957, com a criação e instalação da Arquidiocese de Goiânia, Dom Fernando Gomes dos Santos apresentou um projeto para a construção.

A partir de 1974, as novenas e a Festa do Divino Pai Eterno já eram realizadas no local.

Em 1994, com ajuda dos romeiros e devotos, o Templo foi reformado.
A Romaria ganhou força e também o reconhecimento da Casa do Pai.
Em 4 de abril de 2006, o então Papa Bento XVI, atendendo a um pedido do arcebispo de Goiânia, Dom Washington Cruz C.P., concedeu o título de Basílica Menor ao Santuário. Em 18 de novembro do mesmo ano, foi feita a instalação da Sacrossanta Basílica, a única no mundo dedicada ao Divino Pai Eterno.

No aniversário de 100 anos, em 2012, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Em 2013, recebeu um novo tombamento, dessa vez como Patrimônio Cultural Material do Brasil.

Em 2011, foi iniciado o processo para a construção da Nova e Definitiva Casa do Pai, para melhor acolher os devotos. As obras começaram em 2012 e seguem com apoio dos fiéis do Santuário.

  • Tombado em 2015
  • Processo nº 13/85/SPHAN
  • Jurisdição Estadual
  • IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

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