Antiga Estação Ferroviária

  • Estação
  • Angicos
  • Rio Grande do Norte
  • Tombado
  • Bem cuidado

Descrição

Os primitivos habitantes da região foram os índios “pataxó”, pertencente à nação Gê ou Tapuia. Vários municípios do Rio Grande do Norte originaram-se da fixação de algumas famílias nas caatingas, onde estabeleciam fazendas de criação. Assim aconteceu com Angicos. Acredita-se que as primeiras penetrações no território se tenham verificado em 1760 e que seu fundador tenha sido o tenente Antônio Lopes Viegas descendente de uma família de nome Dias Machado. Consta que em 1783, quando foi criada a vila Nova da Princesa – hoje cidade de Açu – abrangendo os municípios de Açu, Angicos, Macau e Santana do Matos, já se localizavam no território de Angicos diversas fazendas de criar.Abaixo do rio Pataxó havia ainda uma parte de terra assim distribuída: 6 Km do capitão-mor Baltazar da Rocha Bezerra; 6 Km do coronel Miguel Barbosa Bezerra; 18 Km do coronel Antônio da Rocha Bezerra. Essas posses estão registradas nos “autos de medição de terras”, de 1756. Não é conhecido se todos esses proprietários ocuparam e dirigiram seus domínios no território do município, cuja denominação, segundo alguns autores, vem de angico, árvore de grande aspecto muito comum no Norte. Não é fácil precisar a situação de Angicos no primeiro quartel do século passado. No memorial dirigido, em janeiro de 1835, pelos Juizes de Paz aos deputados provinciais, encontra-se este trecho vago: “e porque pode ocorrer haver quem diga que Angicos não têm capacidade de ser Vila para vê-la dissolvida, não se lembrando que um termo, de mais de 40 léguas de comprimento e 14, 16 e 18 de largura, no qual se acham a Igreja Matriz e duas boas capelas, e povoado por mais de 5.000 almas, seria extraordinário deixar de ser vila”.Em 1833, o Conselho Provincial sugeriu ao Governo-Geral, a criação de diversas vilas, inclusive a de Angicos. A 11 de abril de 1833, o presidente da província Manoel Lobo Miranda Henrique, desmembrava Angicos do território do município de Açu concedendo-lhe sua autonomia. A população de Santana do Matos que passou a pertencer à vila de Angicos julgou-se prejudicada em seus direitos e começou a lutar contra a independência de Angicos. Mesmo assim foi instalada a primeira Câmara Municipal, a 27 de fevereiro de 1834, a qual funcionou até 12 de janeiro de 1835, sob a presidência do capitão Jerônimo Cabral. A lei n. º 26, de 28 de março de 1935, suprime a vila de Angicos revertendo-a ao município de Açu, então Vila da Princesa. Em 13 de outubro de 1936, o presidente da província João José Ferreira de Aguiar restaurou, através da resolução nº 9, o município. A lei nº 20, de 24 de outubro de 1936, concedeu a Angicos foros de cidade.

Fonte: Prefeitura Municipal.

  • Tombado em 2006
  • Jurisdição Estadual

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